E sem saber de que lugar provêm
Que disse a mim poder ouví-los bem
Ainda que ninguém ouvisse enfim
Palavra bela, feia e outra afim
Seus sons soavam sem supôr porém
Estarem sendo ditas por alguém
E mesmo assim falavam alto em mim
Mas ora, nada disso importa então
Se os versos toam para ouvido atroz
A minha fala mostra ser em vão
Contudo faço austera minha voz
Retomo o verbo certo e meu quinhão
E brado meu poema em tom feroz
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Terminei o soneto, depois de alguns dias trabalhando nele. Os dois tercetos saíram devagar, exigindo atenção especial. Alterei apenas um verso da segunda estrofe para melhorar a sonoridade do soneto. No fim, consegui compô-lo integralmente em pentâmetros iâmbicos.